O Mundo nas Páginas - Veneza

O Mundo nas Páginas, é uma coluna do Magia Literária em que falo sobre as coisas reais que estão nos livros.Ex: monumentos  históricos, cidades, livros que os personagens liam, músicas que gostavam de escutar e etc.
Espero que gostem! 

Ao ler A Cidade dos Segredos, da Editora Novo Conceito, resolvi fazer um post para a coluna O Mundo nas Páginas, e dessa vez é sobre a cidade de Veneza.
Sempre achei a cidade muito bonita, e ao ler muito sobre ela no livro resolvi pesquisar mais e "conhecer" os lugares citados. 
Os dois mais citados são a Praça de São Marcos: 

E a Ponte Rialto:


Os dois lugares são lindos, a cidade de Veneza é um lugar belo demais, que foi formado em pequenas ilhas, dunas de areia da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, a noroeste do mar Adriático. Habitantes de cidades próximas logo se refugiaram lá para se proteger dos bárbaros que vinham tomando conta da Europa.


Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade.

Graças à localização privilegiada no meio da rota entre o Oriente e o Ocidente, excelentes navegadores e poderio militar, a cidade tornou-se um próspero centro mercantil e naval. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, quando sua frota já era uma das maiores da Europa. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo. O patrono da cidade é San Marco (São Marcos) o grande navegador que deu nome a Piazza San Marco, uma das mais famosas do mundo.

Hoje é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na Piazza San Marco, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus.

A Cidade também é conhecida por suas máscaras, originadas pelo carnaval veneziano. O carnaval da cidade vem da tradição da Saturnália, festividade romana em honra ao deus Saturno, onde o renascimento da vida e das forças da natureza, após o rigoroso inverno, era celebrado. 


No carnaval veneziano medieval, as pessoas se permitiam divertir-se e fazer coisas proibidas em outras épocas do ano, pois as máscaras ocultavam as identidades dos habitantes do lugar. Pessoas de todas as classes sociais se misturavam alegremente para festejar e viver a felicidade de ser alguém diferente pelo menos nesse período. Nessa época não existia pobres, ricos, e nem mesmo religiosos, pois todos saiam livremente para se expressar de maneiras que não poderiam fazer em outros momentos. No entanto, um grupo de mulheres eram proibidas de fazer o uso das máscaras, essas mulheres eram as prostitutas.

Em Veneza, também se usava máscaras em banquetes oficiais da República. Em uma época, o governo decidiu restringir seu uso, pois ele se tornara muito frequente e, na maioria das vezes, era ligado à prática de atividades pouco lícitas e pouco cristãs.
 Mas esse disfarce se popularizava cada vez mais, e foram surgindo vários modelos de máscaras, representando ideias ou personagens, e sua fabricação era assegurada pelos artesãos chamados “maschereri”. 
As formas criadas pelos “maschereri” podem ser extremamente diversas, podendo cobrir todo o rosto ou somente parte dele. Dentre os tipos de máscara mais famosos temos o Pantalone, o Arlecchino, o Fracanapa, a Moretta, a Pulcinella, a Gnaga, a Bauta, entre outras. Cada uma representando um tipo social ou personagem caricatural. O Pantalone, por exemplo, é uma caricatura dos mercadores da época, vistos como velhos ricos e avarentos.
Apesar de esconder o rosto daqueles que as usam, as máscaras também mostram a personalidade de quem está por trás delas.

Fonte 01 - Fonte 02

Um comentário:

  1. Nossa, gostei muito dessa coluna, nunca tinha pensado em parar e pesquisar sobre os locais citados nos livros, pois normalmente deixo a imaginação fluir, mas é uma ideia interessante! Nunca fui à Veneza, e pelas fotos, parece ser um lugar maravilhoso, ainda vou lá um dia... espero!
    Gostei muito do post!

    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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