Clarice Lispector

Olá!!! Como foi o final de semana?
Então, hoje trouxe pra vocês uma coluna que já estava nos meus planos desde o inicio do ML, porém, só agora me organizei direitinho para tentar posta-la semanalmente. 


A Magia dos Autores, é uma coluna para sabermos um pouco sobre os autores e suas obras, desde os mais antigos aos mais modernos...
E vou começar com uma escritora que gosto muito!


Clarice Lispector 


 “Sou tão misteriosa que não me entendo.”


Clarice Lispector nasceu na Ucrânia no dia 10/12/1920. Em março de 1922 emigrou com a família para o Brasil e chagaram em Maceió, ela nunca mais voltaria à pequena aldeia de Tchetchenillk em que nascera. E a garota que chamava-se Haia Pinkhasovna Lispector, tornou-se Clarice Lispector.
Ela e a família então, fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Mudaram-se  para o Rio de Janeiro, já tendo esboçado seus primeiros contos.


     “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”


Ingressou no curso de direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Em 1943 casou-se com um colega de faculdade e no ano seguinte ao de seu casamento, publicava seu primeiro livro, “Perto do coração selvagem”. Sendo seu marido diplomata de carreira, Clarice viveu fora do Brasil por cerca de quinze anos, onde pôde dedicar-se exclusivamente a escrever. 


 “Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
       “Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.

         O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
       “Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”. 



Depois de separar-se do marido, já de volta ao Brasil e morando no Rio de Janeiro soube que sofria de câncer generalizado. Morreu em dezembro de 1977, na véspera de seu aniversário, como uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.

      “Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
       O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
       [...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.” 



Clarice e suas obras:

 Mesmo tendo  se  iniciado  como  escritora  em uma  época  em  que  os romancistas  brasileiros  estavam  voltados  para  a  literatura regionalista  ou  de  denúncia  social, Clarice  enfoca  em  seus textos  o  ser  humano  em  suas  angústias  e  questionamentos existenciais. 
As personagens criadas por Clarice Lispector descobrem-se num mundo absurdo; esta descoberta dá-se normalmente diante de um fato inusitado. Aí ocorre a “epifania”, classificado como o momento em que a personagem sente uma luz iluminadora de sua consciência e que a fará despertar para a vida e situações a ela pertencentes que em outra instância não fariam a menor diferença.
Esse fato provoca um desequilíbrio interior que mudará a vida da personagem para sempre.
Clarice vale-se do monólogo interior e sua linguagem é excepcionalmente densa e inovadora.

E essas são as obras dessa maravilhosa escritora, cliquem e serão direcionados para a página das sinopses dos livros!!



Perto do coração selvagem 
O lustre 

Se tiver mais alguma que conheçam me digam, mas acho que reuni a maioria das obras. Destes, eu gostei bastante de ler A Hora da Estrela!!!
E vocês já leram Clarice?


Esperam que tenham gostado!
Um grande beijo!!



Mas há a vida - Clarice Lispector

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.










  





























6 comentários:

  1. Oi Lara
    ótimo post
    Clarice é diva, infelizmente não li nada dela, apenas fragmentos de textos e frases, mas que eu gostei bastante e sou louca para comprar um livro dela.
    bjos

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  2. Ta aí, eu não sabia que ela era natural da Ucrânia, novidade para mim. Só li um livro da Clarice que foi O Lustre e não fui muito feliz na minha escolha pois não gostei muito do livro não...talvez eu tente outros para tirar a prova.

    Vanessa - Balaio

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  3. Só li uma livro dela, mas adorei. Considero ela como uma das maiores escritoras nacionais. ^^ As crônicas dela também são todas muito boas. Mas não sabia que ela havia nascido na Ucrania... Tá ai uma coisa que minha prof de literatura nao disse, haha.

    Adorei o post, viu? *-*
    E obrigado por comentar lá no blog, flor. O sorteio do livro Para Sempre já está aberto lá, então, se quiser participar, fique a vontade ^^

    Beijão!

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  4. Oi Lara!
    Adorei a ideia da nova coluna e também achei super interessante saber um pouco mais da Clarice Lispector. O único livro que li dela foi A Hora da Estrela e gostei, somente não me recordo muito da história, pois faz tempo que li ;p
    Beijos.

    http://booksedesenhos.blogspot.com

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  5. Oi Lari! Primeira vez aqui no blog. Já estou seguindo, seu blog é muiot bom.
    Esse ano pretendo ler alguns livros dessa diva. Li mais textos...

    Beijos!

    http://stormofbooks.blogspot.com/

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  6. Que bom que gostaram!!!!
    Obrigada pelos comentários!!

    um beijão

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